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BC Licença Maternidade – Não é férias
Vou contar um pouquinho
da minha história. Engravidei de trigêmeas, depois de um tratamento
de fertilização in vitro. Trabalhei até 15 dias antes de ter
minhas meninas, no dia seguinte que minha licença de 15 dias acabou,
no outro dia tive minhas meninas. Vocês acham que o médico foi
ruim, eu acho que não, eu estava bem (apesar de enorme), e meu
médico dizia que mente ocupada não pensava besteira.
A licença maternidade
começou para mim assim: depois de ter feito um parto cesária, estar
toda doida, cheia de gases (sim porque não ouvi ninguém quando me
mandavam calar a boca, eu estava em êxtase por ter visto as pessoas
mais esperadas do planeta, não calei minha matraca, queria contar
tudo que vi na sala de cirurgia), ainda tinha um dreno, tive um
problema de sangue na urina. Meu obstetra me contou depois do parto
que meu rim havia parado em consequência de minhas princesas estarem
tão grandes para minha barriga, que esmagaram o pobre do rim. Graças
a Deus e ao meu obstetra Dr.Lourivaldo Rodrigues, tudo voltou ao normal. Por isso andava com
um dreno pela maternidade. Mas apesar de tudo isso eu tinha 3 lindas
princesas na UTI. Elas tiveram que ser observadas, precisaram
apreender a mamar pois eram pequenas demais e não conseguiam pegar
no meu peito, eu tive que apreender a dar de mamar para bebês tão
pequenas, pois mesmo que tivesse me informado e ido no banco de leite
para tirar minhas dúvidas sobre amamentação, quando as meninas
nasceram a teoria não foi igual à prática rsrsr. Também tiveram
desconforto na respiração (uma mais que a outra, mas nada sério),
mas precisaram. Além disso uma da minha filhas (Rafaela) teve
icterícia e precisou tomar banho de luz azul, então me arrastava
por aquele hospital, passava o dia todo na janelinha que fica na UTI
intensiva (a UTI que as mães só podem entrar nos horários
pré-definidos no caso da maternidade que tive 2x por dia – 1 hora
cada visita), então só ia para o quarto para comer alguma coisa ou
para dar pequenos cochilos e voltava para a janelinha.
Tive muitos problemas
para alimentar minhas filhas só com o seio, primeiro porque elas
nasceram muito pequenas e suas bocas eram muito pequenas para o
tamanho do bico do meu seio e também não podiam se cansar muito
pois podiam perder peso e isso poderia atrasar suas saídas da UTI
intensiva. Então eu tirar o leite e elas se alimentavam pela sonda.
Enfim elas foram para a
UTI semi-intensiva, onde as mães podem ficar lá por tempo livre,
onde fazíamos canguru e podia amamentar as meninas com mais calma.
Na verdade funcionava
assim: elas mamavam de duas em duas horas. No início dos primeiros
dias 2ml, depois 8ml, no dia seguinte 20ml, nos últimos dias 40ml.
Pensa que isso multiplicado por 3, haja leite ! No inicio era o meu
leite mais o leite do banco de leite. Depois era o meu leite, banco
de leite e leite industrializado e, pior ainda, deram leite
industrializado na mamadeira. Mas mesmo assim persisti na
amamentação, pois mais uma vez queria dar o melhor para Mariana,
Rafaela e Andressa.
Era assim que funcionava,
uma mamava no peito e as outras duas eu tirava o leite para colocar
na mamadeira. Mas fui orientada a não tirar leite com “bombinha
elétrica para tirar leite”, pois o bico poderia ficar maior ainda,
e aí que as meninas não iam conseguir mamar. Então ordenhava
manualmente. Passava o dia inteiro tirando leite. Meu marido me
ajudava muito, ele também me ordenhava.
Depois ficamos no quarto
por 2 dias, onde realmente aprendi a cuidar das minhas filhas, a dar
banho, trocar, fazer a higiene e tudo mais. As enfermeiras treinaram
a mim e à minha mãe.
Graças a Deus e à Nossa
Senhora minha meninas não ficaram muito tempo na UTI, mas sei de
vários casos que as mães que tem seus filhos super prematuros, isso
porque a gestação gemelar traz o risco de parto prematuro, quanto
maior o número de crianças maior é a probabilidade de parto
prematuro, necessitando muitas vezes que seus filhos passem
dias/meses na UTI. Então gostaria que a lei que trata :Licença
Maternidade para Prematuros
entrasse em vigor em todos os estados, quem
quiser ler mais sobre esse assunto, clique aqui,
pois
com isso as crianças poderiam ter o convívio maior com suas mães,
até ficarem mais fortes/saudáveis, pois as mães que têm
prematuros extremos acabam várias vezes largando o trabalho para
poder cuidar dos filhos.
Essa
trimãe aqui apoia
Licença
Maternidade diferenciada para que tem filhos prematuros.
Finalmente
fomos para casa depois 11 dias no hospital, nossa quanta alegria!!!
mas agora não tinha as enfermeiras para me ajudar. Afiii que medo !
Para piorar a situação, uma senhora que trabalhava comigo desde que
havia me casado me deixou com menos de uma semana que as crianças
haviam chegado em casa. Aí foi aquela correria para conseguir outra
pessoa, um verdadeiro rodízio de gente em casa, todo dia tinha que
ensinar a rotina da casa para uma pessoa diferente. Só que depois de
algum tempo encontrei as pessoas certas para cuidar da minha casa e
das minhas filhas e que estão comigo até hoje.
Gente, voltando ao
assunto, esse primeiro mês deve ser um sufoco para todas as mães,
mas para mim que tinha 3 foi um pouco mais complicado esse processo
de adaptação, as noites em claro cuidando dos bebês, as cólicas,
a amamentação, enfim parecia um “Zumbi” ou “urso panda” -
uma expressão que li blog da Camila “Mamãe
ta ocupada!!!”,
que amei, mas não se desesperem, esse mês realmente passa e depois
a gente só lembra das coisas boas.
Para não enlouquecer
tínhamos uma tabela que continha todas as informações das meninas:
quem tinha comido, que tinha feito cocô e como era o cocô, quem
tinha feito xixi (e como era) , quem tinha tomado remédio, a
quantidade do remédio, quem tinha mamado no peito, quem tinha mamado
na mamadeira - porque na outra mamada fazia rodízio - levamos para o
pediatra, oftalmologista etc. Para completar Mariana teve
problema de refluxo, então tínhamos que ficar com ela em pé, mesmo
depois de ela ter arrotado, pois senão ela colocava tudo que tinha
comido, isso porque ela tomava leite especial para refluxo (NAN AR),
ainda tomava remédio para o problema, as vezes segurávamos ela por
horas, quando a gente colocava ela sentada ou deitada colocava tudo
que tinha comido para fora, dava um desespero tão grande. A Andressa
tinha problema para fazer cocô. Algumas vezes precisei usar
supositório, mas aquilo era tão sofrido para mim e para ela que
disse NÃO àquilo e fui buscar um meio natural. Então trocamos o
leite dela (NAN para Nestogeno), começamos a usar suco da ameixa em
todas as mamadas. Isso mesmo, eu tinha 3 bebês tomando leite
diferente. As meninas só foram liberadas a sair de casa quando já
tinham 3 meses e meio, isso significa que eu não saí de casa. E
assim cuidando dos meus amores passaram rapidamente os 120 dias
obrigatórios por lei + 1 mês de férias e sei que se pudesse ficar
mais dois meses com minhas filhas seria muito melhor para elas e para
mim.
Então sei que este post
está enorme, desculpe meninas, mas gostaria de falar mais sobre
assunto, essa trimãe gostaria que as empresas pudessem participar
mais da Empresa Cidadã (que aumenta a licença maternidade
120 para 180 dias).
Para esclarecer melhor
como funciona a licença-maternidade estendida peguei o texto do site
Prematuridade
que comenta “Quando uma corporação se inscreve no Empresa Cidadã,
as funcionárias grávidas passam a ter o direito de escolher entre
os 120 dias obrigatórios ou os 180 (seis meses). Os valores desses
60 dias a mais são pagos pela empresa – e não pelo INSS como no
caso da licença-maternidade obrigatória – e, depois, restituídos
como desconto no imposto de renda a ser pago no ano seguinte. “.
Essa
trimãe apoia Licença-maternidade
estendida através da Empresa Cidadã.
E aí, você ainda acha
que licença-maternidade é férias?
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Cidadã, Licença
Maternidade para Prematuros
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