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Desabafo

Muitas pessoas me param e dizem: nossa, como você aguenta ser mãe de trigêmeas ? Acho você uma mãe nota mil. Na verdade não entendo essas pessoas, pois queria ter filhos, isso quis muito, mas nunca imaginei ter três, imagina de uma vez só.
Gente eu não aguento, tenho ajuda o tempo todo, se não é da mãe, é da sogra, do marido, das babás, nunca consegui ficar só eu e as meninas , acho que um dia vou ter que ir a um psicólogo para ver os traumas que isso me deixou. Infelizmente não sou daquelas super mulheres que dão conta de tudo, lavam, passam, cuidam dos filhos, do marido e mais algumas coisas.
Mas ultimamente tenho pensando se fui realmente feita para ser mãe, pois as meninas estão cada dia mais sapecas (as pessoas me dizem que isso é sinal de saúde), às vez a energia é tanta que fico cansada só de olhar, pois estou justamente no outro extremo, pois vivo muito cansada, exausta, pois essa história de acordar cedo, dormir tarde, e ainda acorda pelar madrugada todo santo dia está tirando minha paciência, meu bom humor. Às vezes acho que estou a ponto de enlouquecer.

Imagem retirada de site de busca
Imagino essa rotina de muitas mães que trabalham fora, retornar cuidar da família (é porque não é só cuidar das crianças, tem o marido, a casas, affii), desabar (pois eu não durmo mais eu desmaio de tanto cansaço) e recomeçar o ciclo.
Vivo num dilema: se estou no trabalho, morro de saudade das meninas, penso nelas a todo instante, cuido, oriento as pessoas que cuidam delas, faço tudo para que elas fiquem bem e felizes, mas se estou em casa, a melhor hora é quando elas dormem e infelizmente elas fazem isso muito pouco. Aí quando fico em casa, estou sempre sem paciência para inúmeras vezes que tenho que pedir para não mexerem, para separar as brigas delas (são poucas), mas mesmo elas tendo “trocentos” brinquedos mas só serve o que uma das irmã tem na mão. Depois me sinto culpada por não ter aproveitado tudo que podia.
Adoro vê-las interagindo, desenvolvendo novas habilidades, isso é muito lindo, agora estão numa fase de cantar, dançar. Mas como eu estou muito estressada dessa rotina queria mesmo era ter um tempo para mim: para ler um livro, assistir uma televisão (sem ser discorver kids, sem DVD do Patati e Patata ou DVD da Galinha Pintadinha), fica um tempo na net, ou simplesmente curtir a presença do marido, a aproveitar meu papel de esposa (desculpa marido por não lhe me dedicar o tempo que vc merece). Isso é muito egoísmo?
Quem me conhece sabe que não sou uma pessoa que adora ver o lado negativo das coisas, sou muito alegre, por isso peço desculpas pelo desabafo, mas ninguém preparou a gente para uma maternidade real, só a romântica:
que lindo ver seu filho mamando no peito, olho no olho... realmente é lindo, mas ninguém diz que dói amamentar, que racha seu peito,
todo mundo diz: que lindo gerar uma vida, realmente é uma coisa divina, mas ninguém diz que não vai ter posição no final da gravidez que você fique que consiga dormir,
todo mundo diz: que lindo ver uma criança brincando, isso é uma verdade, mas ninguém me falou que eles não tem botão de desligar.
Etc ...
Quero deixar um último recado: filhas, amo vocês como nunca pensei que poderia amar alguém, quero tanto bem a vocês que sofreria todas suas dores, mas infelizmente não posso e torço para que vocês sejam sempre iluminadas e abençoadas por Deus e Nossa Senhora. Também tendo pedido a Deus para me dar sabedoria para saber contornar tudo isso e que eu e maridinho consigamos equilibrar mais as coisas.
OBS: Escrevi esse texto com lágrimas nos olhos e minha linda Mariana dormindo ao meu lado. As outras duas estavam com as avós e pai, gente desculpe pelo texto tão grande.
Mães, vocês às vezes vocês se sentem assim? Tem alguma dica para ajudar esta trimãe, se tiver deixe um recado.
Bjs Desirée