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As pedras

Você já falou com pedra? Espero que não, mas se fez isso notou que ela não responde. Assim estão as minhas meninas. Nós as chamamos para fazerem as coisas, exemplo: filhas, venham escovar os dentes; filhas, venham jantar; filhas, venham colocar o pijama. Parece que ninguém falou com elas, continuam fazendo o que estavam fazendo. Posso?. Mas então chamamos mais um monte e nada. Então finalmente falamos mais alto ou ameaçamos não dar algo que elas gostam ou colocar no cantinho do pensamento (não necessariamente nesta ordem).
Aí elas olham com a cara mais linda. Mamãe Zieee, você esta brigando comigo? Aí seu digo “que não, que estou conversando com você, estou pedindo para você vir aqui comigo ou fazer tal coisa”.
Elas dizem “Não fica blaba”, Tô brincando, Tô lendo, Tô pintando, Tô fazendo coisas” (sério, elas dizem isso, morro de rir, pois às vezes uso essa expressão, mas você pergunta que coisa você está fazendo filha? E elas dizem “fazendo coisas” ).
Então eu falo: mas você não estava escutando a mamãe lhe chamar? “Tô sim!!” e então pergunto “por que você não veio?”, elas ficam me olhando como se fosse normal fazer aquilo, com cara de paisagem. Juro, dá uma raiva, respiro uma dez vezes para não perder o controle da situação. Aí me abaixo para conversar olho no olho, “filha não pode desobedecer a mamãe e bla bla”, aí elas comentam “Eu vou ajudar a mamãe” e depois fica tudo bem.
Mas existe outra possibilidade quando se conversas com as pedras. Mas quando chamamos e nada, quando nem a ameça dá jeito nem a voz alta resolve, nem o cantinho do pensamento, vou lá, pego elas no colo ou levo pela mão, aí elas normalmente perguntam “Mamãe Zieee, você esta brigando comigo?”. Se digo “Sim! estou triste com você(s)”, pronto, aí começam a chorar como se o mundo fosse acabar, soltam até lágrimas, juro dá uma dó, dá vontade de abraçar e até pedir desculpas por ter dito aquilo, mas me seguro um pouco e vou lá falar com elas olho no olho e digo que elas não podem fazer a “mamãe ficar triste, que tem ajudar a mamãe” e peço um abraço, depois do abraço ainda em soluços ficam umas mocinhas. Aí me pergunto o que faço para elas me atenderem desde o início? Por que ficam nos testando até o limite. Por que? Se você tem alguma dica de como me ajudar a fazer essas meninas me obedecerem sem eu ter que fica seca de tanto falar, por favor me ajudem.

Vejo minhas meninas assim, como pedras preciosas, ainda em forma bruta, precisando ser lapidadas.

Espero que um dia as meninas se mostrem assim para mundo mostrando sua total beleza

Além do horizonte




       Esses dias em casa mesmo me recuperando de cirurgia, conforme postado aqui, aqui, tenho vivido momentos incríveis com as meninas.    

       Elas querem me dar os remédios, fazem muito carinho nessa mãe aqui, adoro isso :), têm me mostrado todas suas novas habilidades entre tantas coisas legais.

       É tão bom ver o desenvolvimento delas, como elas conseguem resolver os problemas que aparecem na sua vida, como consegue apreciar a beleza de cidade grande (mesmo que muita gente desinformada ache que Manaus é só mato floresta).

       Vou exemplificar com uma situação, mas existem várias outras situações que demonstram o que estou escrevendo. Elas adoravam olhar a rua pela varanda, mas como ainda não tinham tamanho suficiente para sozinhas olharem pela varanda, tinham que pedir dos adultos. Aí começavam as dificuldades: primeiro que nem sempre tem 3 adultos disponíveis, segundo que mesmo que tivesse 3 adulto disponíveis para carregá-las elas estão grandes e pesadas demais, mesmo que as carregássemos não era por muito tempo. Elas resolveram essa situação subindo no banquinho, então elas ficam lá olhando o mundo que elas estão loucas para descobrir. Filhas, quero lhe mostrar tantas coisas, tantos lugares, tanto costumes, quero redescobrir o mundo através do olhar de vocês.

       Mamãe está muito contente com o desenvolvimento de vocês. Meninas, que vocês sejam cada dia mais felizes. Gente, sou mãe super babona, super assumida.

       Era bom se nós adultos não perdêssemos essa característica de criança de ver um desafio e no lugar de ficarmos com medo ou pensamos que não vamos conseguir, pensarmos em como podemos solucionar, como podemos ser felizes com as pequenas coisas do dia a dia. Filhas, obrigada por me mostrar que a vida deve ser encarada de uma forma mais leve e divertida.