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Os diferentes x os iguais

Sempre tive na minha mente que tive 3 filhas diferentes, que necessitavam de interação, tratamento diferentes, sempre procurei vestí-las diferente, nem que fosse somente na cor (não recrimino quem veste seus filhos iguais, só não gosto de ver minhas filhas vestidas da mesma forma). Se já vestiram roupas iguais, lógico que já, mas foi porque ganharam roupas iguais e então usei, mas vou dizer que achei estranho.
Se elas têm semelhanças, claro que tem: nasceram no mesmo dia, são filhas dos mesmos pais (mesmo que muita gente sem noção duvide disso, pois sempre escuto: “a Loirinha também é sua filha?”, como já até mencionei num post no blog o preconceito vivido por Mariana, aqui), elas estão tendo a mesma criação (pelo menos eu tento que seja igual :))
Só que minhas meninas que sempre aceitaram isso numa boa, agora deram para brigar por tudo: por roupa. Se uma veste uma roupa as outras querem a mesma roupa e haja criatividade para que demais desistam, muitas vezes sempre fica uma ou duas chorando. Isso serve para os pijamas também, até aos sapatos.
Com os brinquedos é a mesma coisa. Elas têm inúmeras bonecas, mas se uma é escolhida, pronto!, todas querem a mesma boneca. Isso se aplica a tudo, até uma tampa de garrafa agora é motivo de confusão. Nunca tinha comprado brinquedos iguais para as três mas ultimamente estou pensando seriamente nisso, pois se chego em casa com 3 brinquedos, sempre um é escolhido como queridinho enquanto os outros dois são deixados de lado. Depois de muita confusão, passado alguns dias onde o brinquedo novo deixa de ser novidade, todos os outros brinquedos que a princípio foram desprezados entram na lista de brinquedos queridos.
Até nós, as pessoas, somos disputados. Lógico que sempre que chegamos em casa todas saem correndo para nos receber, ouvimos que “estavam com suldade” [Estavam com saudade], “Tô feliz” etc, mas agora é negócio que não para, é uma querendo fazer mais estripulias que a outra para chamar a atenção. Algumas frases que estamos escutando muito: “Minha mãe”, “Meu pai”, “Minha avó”, aí tentamos explicar que o pai ou a mãe ou a avó são das três, que amamos as três etc. etc. etc, e mais bla bla bla., tá puxado.
Pessoal, espero que isso seja somente uma fase e que passe logo por favor, pois essa trimãe aqui está para ter um treco de tanto cansaço e vou dizer: o cansaço vai além do físico, é mental também. E vocês, já passaram por algo assim, mesmo que não tenham múltiplos mas tenham mais de um filho? com múltiplo é um pouco diferente pois as crianças têm a mesma idade, aí não dá para dizer “filha(o), não faz isso pois seu irmão(ã) é mais novo (a)ou é menor que você”. Nossa, como ouvi isso quando era criança.






Tri-beijos e uma excelente semana para todos.